A comissão de arbitragem no futebol brasileiro tem de lidar diariamente com inúmeras pressões por parte do público, futebolistas e pela mídia, o que têm gerado nestes profissionais muita ansiedade e estresse. Ainda assim, o árbitro e seus assistentes devem saber lidar com estas cobranças, para que estejam sempre focados em exercer seu trabalho da melhor forma possível, e assim, não haver interferência negativa no resultado da partida.

No entanto, seja pela pressão ou pela dificuldade de analisar lances polêmicos sem o auxílio externo ao campo, muitos erros da comissão de arbitragem levaram a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a implementar o uso do Árbitro Assistente de Vídeo (VAR), que já é utilizado em outros países e na Copa do Mundo.

Por enquanto, o uso da tecnologia no futebol brasileiro deve ficar apenas para 2019, todavia, a CBF vem preparando os árbitros para utilizarem a ferramenta de forma segura e precisa, para que jogadores, clubes e torcedores apaixonados pelo esporte sintam-se menos lesados pelas decisões da arbitragem em campo.

Se por um lado, a ferramenta ainda não tem data definida para ser aplicada no futebol, por outro, o preparo dos profissionais que estarão no comando do VAR ganhou um reforço psicológico e tecnológico. Para a difícil missão que os árbitros terão pela frente, a CBF convidou as psicólogas Marta Magalhães e Marta Minopoli para ajudarem em seus treinamentos.

Atuando no atendimento e preparo psicológico dos árbitros desde 2004, Magalhães considera importante que os próprios profissionais se conheçam para que possam fazer um controle dos aspectos mais importantes. Durante a avaliação dos assistentes, as psicólogas realizam testes individuais, utilizando o cardioEmotion para aferir níveis de respiração, concentração e ansiedade, além da coerência cardíaca.

“Os árbitros e assistentes foram submetidos a três testes diferentes. O primeiro foi o de atenção concentrada, dividida e alternada. São ferramentas que eles vão utilizar no Árbitro de Vídeo. Depois, foi feito o teste de personalidade, para nós estarmos elencando os cinco fatores principais para fazer as intervenções necessárias no antes, durante e depois das partidas. Por fim, eles fizeram o biofeedback, que mede a coerência cardíaca e o nível de estresse e ansiedade das tomadas de decisões. Com o árbitro sabendo como é a sua respiração, ele terá esse poder de cuidar melhor dela para ter foco e tomadas de decisões mais efetivas”, destacou Magalhães.

Acostumados a trabalhar com a psicóloga os profissionais avaliaram de forma positiva a utilização do programa, justamente por estimular o uso de habilidades necessárias para empregarem o VAR.

“Foi uma avaliação muito boa. A Doutora Marta trabalha o pilar mental há alguns anos com a gente. Fizemos alguns testes e por último foi realizado o cardioEmotion, que é novo para nós. Ele trabalha a respiração e a concentração, que será fundamental para o trabalho do Árbitro de Vídeo. É preciso estar altamente focado para ficar atendo a tudo o que está passando nos monitores e aguardando as solicitações dos árbitros de campo. Então, aprendemos aqui o quanto é importante o controle da respiração”, avaliou o árbitro assistente Flávio Barroca.

O trabalho da psicóloga do esporte, Marta Magalhães, mostra que, para o bom funcionamento do VAR no futebol brasileiro, os árbitros assistentes precisam estar com a cabeça tranquila para atingir o nível ideal de concentração. Com acompanhamento psicológico e a utilização do programa cardioEmotion, os profissionais estão aprendendo a melhorar a respiração, reduzindo a ansiedade e o estresse, facilitando que atinjam a coerência cardíaca, permitindo que a mente, o corpo e as emoções entrem em um estado de harmonia fisiológico, a coerência cardíaca.

E saiba mais no próximo post, Melhorando o rendimento de atletas através do biofeedback cardiovascular.

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Sobre o autor deste post: Colunista do blog do cardioEmotion, Dr. Fernando é formado em medicina pela USP, pós graduado em administração de empresas pela FGV, possui mais de 40 anos de experiência como executivo de sucesso em empresas multinacionais do ramo farmacêutico, além de escritor e tradutor sênior.