Além de afetar pessoas em sua vida social e familiar, entre os atletas profissionais, como jogadores de futsal, a ansiedade também está presente.

Ao lado da técnica e do condicionamento físico, certamente fatores psicológicos influenciam o desempenho esportivo. Quais seriam os principais geradores de ansiedade em jovens atletas antes dos jogos?

O objetivo central de um estudo foi identificar esses fatores em atletas da equipe de Criciúma, em Santa Catarina; foram aplicados dois questionários contendo perguntas abertas e fechadas.

 

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Os dados obtidos vieram destas respostas e da observação in loco. Constatou-se que alguns atletas mais experientes, em geral sentem menos ansiedade, e, surpreendentemente, a torcida gerou menos ansiedade (o pode ser explicado pela presença de poucos torcedores, em virtude do jogo ser “fora de casa”, longe dos familiares, amigos e da namorada).

A presença do treinador foi o principal gerador de ansiedade, talvez pelo excesso de cobrança.

Tudo isto parece lógico, e pode ocorrer com quaisquer atletas que estiverem competindo. Eu me lembro que, quando a equipe de futebol de campo do Brasil conquistou na Suécia seu primeiro título mundial em 1958, uma inovação na época foi a presença na delegação brasileira de um psicólogo, introduzida pelo famoso Marechal da Vitória, Dr. Paulo Machado de Carvalho.

Um importante canal de televisão que é exclusivamente relacionado ao esporte, publicou: “Psicólogo não ganha jogo, mas, foi só quando contou com um profissional da área, que o Brasil ganhou sua primeira Copa do Mundo, em 1958, acabando com seu complexo de ‘vira-latas’ no futebol. E a receita de 56 anos atrás cai hoje como uma luva: fazer os jogadores entrarem em campo sorrindo, em vez de demonstrar tensão, que hoje pode se traduzir em muitas lágrimas”.


Quem disse isso foi um dos maiores jogadores de todos os tempos: o lateral esquerdo Nílton Santos, ao comentar o trabalho de João Carvalhaes, o psicólogo contratado pela então Confederação Brasileira de Futebol para trabalhar com o time que foi à Suécia.

Portanto, os benefícios da presença dos psicólogos no esporte estão mais que comprovados, pois está é agora uma prática universal.

Todavia, algo que na época não existia, pode hoje auxiliar estes profissionais − me refiro aos psicólogos a psiquiatras − a melhor realizar seu trabalho. Eu explico:

Nem sempre os fatores causadores de ansiedade são óbvios. Alguns deles podem estar profundamente escondidos no subconsciente e, nestes casos, pode ser difícil identifica-los.

Há poucos anos, a Neuropsicotronics, juntamente com um departamento da USP, desenvolveu uma ferramenta complementar-integrativa que resolve este problema.

Atualmente, muitos psicólogos e psiquiatras a estão usando com sucesso, associada ou não a métodos de investigação e tratamento tradicionais, como medicamentos e psicoterapia.

Inclusive, já destacamos anteriormente no nosso blog, que a CBF aderiu ao cardioEmotion para auxiliar no preparo dos árbitros assistentes de vídeo. Conforme depoimento da psicóloga Marta Magalhães, “os árbitros e assistentes foram submetidos a três testes diferentes. O primeiro foi o de atenção concentrada, dividida e alternada. São ferramentas que eles vão utilizar no Árbitro de Vídeo. Depois, foi feito o teste de personalidade, para nós estarmos elencando os cinco fatores principais para fazer as intervenções necessárias no antes, durante e depois das partidas. Por fim, eles fizeram o biofeedback, que mede a coerência cardíaca e o nível de estresse e ansiedade das tomadas de decisões. Com o árbitro sabendo como é a sua respiração, ele terá esse poder de cuidar melhor dela para ter foco e tomadas de decisões mais efetivas”.

Esta ferramenta permite que os psicólogos e psiquiatras trabalhem seus pacientes e os treinem para atingir a coerência cardíaca, que é um estado que permite que estes pacientes se defendam dos efeitos do estresse a que são submetidos, reequilibrando os efeitos dos ramos Simpático e Parassimpático do Sistema Nervoso Autônomo.

Centenas destes profissionais já fazem isto em nosso país, usando o biofeedback da variabilidade da frequência cardíaca (VFC, ou HRV em inglês), que mostra que altos níveis de estresse alteram o equilíbrio do sistema nervoso autônomo, produzindo elevação do tônus simpático, que, como sabemos, influi sobre diversas variáveis psicofisiológicas, por exemplo, aumentando a frequência cardíaca, a pressão arterial, e também alterando o comportamento do sistema imunológico.

Para saber mais sobre esta ferramenta, baixe gratuitamente o ebook “Como tornar visível o invisível”, e/ou inscreva-se para fazer o curso do mesmo nome, que é realizado em diversas localidades do país, várias vezes por ano, ministrado por:

Dr. Marco Fabio Coghi

Pesquisador, responsável científico pelo desenvolvimento do cardioEmotion. Químico e Fisioterapeuta pós-graduado, professor convidado de diversos cursos de pós-graduação (UNICID, UNIFESP, CETCC entre outros); especialista em biofeedback cardiovascular. Palestrante nacional e internacional. Escreveu diversos e-books sobre o tema: coerência cardíaca e biofeedback. Autor de três patentes de invenção. Instrutor de Yoga pós-graduado; terapeuta Ayurveda com estágios realizados na Índia. Hipnoterapeuta. Diretor Científico da NPT – Neuropsicotronics, diretor da Clínica TAMA e da INTELECTUS Treinamento e Cursos.

Prof.ª Silvana P. Cracasso

Mestranda na UNIFESP em Técnicas Contemplativas. Aprimoramento em técnicas de Atenção Plena e Mindfulness para Saúde. Docente do curso de pós-graduação na UNINOVE. Pedagoga, especialista em Psicopedagogia, Dependência Química, Neuropsicologia do Desenvolvimento. Aprimoramento em Psicofarmacologia, Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) para Desafios Clínicos; Avaliação Neuropsicológica Interdisciplinar; Neuropsicologia Clínica Aplicada à Reabilitação. Educação Emocional e Neurofisiologia das Emoções. Palestrante e formadora de lideranças em Habilidades Socioemocionais. Diretora e coordenadora de atendimento terapêutico da Clínica TAMA e Diretora da INTELECTUS Treinamento e Cursos.

Sobre o autor deste post: Colunista do blog do cardioEmotion, Dr. Fernando é formado em medicina pela USP, pós graduado em administração de empresas pela FGV, possui mais de 40 anos de experiência como executivo de sucesso em empresas multinacionais do ramo farmacêutico, além de escritor e tradutor sênior.