Este artigo de Mather M. e Thayer J. F. foi publicado em Current Opinion in Behavioral Sciences, em fevereiro de 2018, volume 19, pags. 98-104.

Destaques

  • Respirar na frequência de 10 segundos (0,1 Hz) tipicamente aumenta a amplitude das oscilações da frequência cardíaca.
  • A prática diária de aumentar as oscilações da frequência cardíaca melhora o bem estar emocional.
  • As oscilações fisiológicas estimulam a atividade oscilatória em regiões cerebrais envolvidas na regulação emocional.
  • As oscilações lentas (~ 0,1 Hz) também podem modular as interações entre as frequências neurais mais rápidas.
  • Portanto, as oscilações da frequência cardíaca têm potencial para fortalecer as redes cerebrais regulatórias.

Indivíduos com alta VFC (Variabilidade da frequência cardíaca, ou HRV em inglês) tendem a ter melhor bem estar emocional que aqueles que têm baixa VFC, mas o mecanismo desta associação ainda não está claro.

Neste artigo, os autores propõem uma nova hipótese que, ao introduzir atividade oscilatória cerebral, oscilações de alta amplitude da frequência cardíaca melhoram a conectividade funcional de redes cerebrais associadas à regulação emocional.

Estudos recentes usando sessões diárias de biofeedback VFC para aumentar a amplitude das oscilações da frequência cardíaca sugerem que oscilações fisiológicas de alta amplitude têm impacto causal sobre o bem estar emocional.

Em virtude da sincronia do fluxo sanguíneo ajudar a determinar as estruturas das redes cerebrais e sua função, oscilações lentas da frequência cardíaca têm potencial de fortalecer a dinâmica das redes cerebrais, especialmente nas regiões pré-frontais reguladoras, que são particularmente sensíveis às oscilações fisiológicas.

Conclusões

Os autores concluem que “Pesquisas anteriores foram concentradas na VFC como uma medida à jusante, em vez de algo que afete a regulação emocional. Por exemplo, o Modelo de Integração Neurovisceral propõe que a parte medial do córtex pré-frontal (CPF), juntamente com um conjunto central de estruturas nervosas, integra a informação de diferentes sistemas para regular o coração, e que a VFC fornece um índice da eficácia deste sistema de integração central. Além disso, pesquisas anteriores não distinguiram se isto é um ruído ao acaso, ou se aumenta da amplitude da atividade oscilatória cerebral, que é um componente chave da VFC, associado a melhores resultados emocionais. Estes achados que destacamos neste artigo sugerem que as oscilações da frequência cardíaca podem melhorar as emoções, incorporando ritmos cerebrais que melhoram as redes regulatórias cerebrais”.

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Prof. Dr. Marco Fabio Coghi

Pesquisador, responsável científico pelo desenvolvimento do cardioEmotion. Químico e Fisioterapeuta pós-graduado, professor convidado de diversos cursos de pós-graduação (UNICID, UNIFESP, CETCC entre outros); especialista em biofeedback cardiovascular. Palestrante nacional e internacional. Escreveu diversos e-books sobre o tema: coerência cardíaca e biofeedback. Autor de três patentes de invenção. Instrutor de Yoga pós-graduado; terapeuta Ayurveda com estágios realizados na Índia. Hipnoterapeuta. Diretor Científico da NPT – Neuropsicotronics, diretor da Clínica TAMA e da INTELECTUS Treinamento e Cursos.

Prof.ª Silvana P. Cracasso

Mestranda na UNIFESP em Técnicas Contemplativas. Aprimoramento em técnicas de Atenção Plena e Mindfulness para Saúde. Docente do curso de pós-graduação na UNINOVE. Pedagoga, especialista em Psicopedagogia, Dependência Química, Neuropsicologia do Desenvolvimento. Aprimoramento em Psicofarmacologia, Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) para Desafios Clínicos; Avaliação Neuropsicológica Interdisciplinar; Neuropsicologia Clínica Aplicada à Reabilitação. Educação Emocional e Neurofisiologia das Emoções. Palestrante e formadora de lideranças em Habilidades Socioemocionais. Diretora e coordenadora de atendimento terapêutico da Clínica TAMA e Diretora da INTELECTUS Treinamento e Cursos.