Este estudo de Laborde S. e col. foi publicado em Frontiers in Psychology em 20 de fevereiro de 2017, doi.org/10.3389/fpsyg.2017.00213.

As pesquisas psicofisiológicas que integram a VFC (Variabilidade da Frequência Cardíaca, ou HRV em inglês) têm aumentado durante as últimas duas décadas, particularmente pelo fato de serem capazes de indexar o tônus vagal cardíaco, que representa a contribuição parassimpática do sistema nervoso autônomo (SNA) para a regulação cardíaca, que reconhecidamente está ligada a muitos fenômenos relevantes para as pesquisas psicofisiológicas, que incluem a auto regulação dos níveis cognitivo, emocional, social e da saúde.

A facilidade da coleta e da medida dos dados da VFC, associada ao fato dela ser relativamente acessível financeiramente, não invasiva e indolor, a torna amplamente factível para muitos investigadores. Entretanto, esta facilidade de acesso não deve obscurecer a dificuldade de interpretação dos achados, que podem ser facilmente mal interpretados; todavia, isto pode ser controlado de alguma maneira através de correta metodologia.

Padrões de medida foram desenvolvidos há duas décadas por uma força tarefa ligada à pesquisa da VFC, e recentes revisões atualizaram vários aspectos do papel desta força tarefa. Todavia, muitos aspectos metodológicos relacionados à VFC nas pesquisas psicofisiológicas precisam ser considerados, se alguém desejar ser capaz de tirar sólidas conclusões, o que torna difícil a interpretação dos achados e a comparação dos resultados dos diversos centros de pesquisa.

Essas questões metodológicas têm sido discutidas principalmente em diferentes locais, dificultando sua compreensão, e este artigo tem por objetivo abordar estes problemas.

Será útil oferecer aos pesquisadores psicofisiológicos recomendações e aconselhamento prático relacionado a protocolos experimentais, análise de dados e aos relatórios de dados. Isto irá assegurar que os investigadores que estiverem iniciando um projeto sobre VFC e tônus cardíaco vagal estejam bem informados sobre considerações metodológicas, para que seus achados contribuam para o avanço tecnológico em seu campo de atividade.

Um resumo das recomendações é apresentado na tabela dois.

Novamente, estas recomendações não devem ser consideradas como orientações imperativas a serem seguidas, dada a amplitude de possíveis questões de pesquisa a serem abordadas. Em vez disso, elas são pensadas para acompanhar o pesquisador em psicofisiologia e facilitar o uso da VFC para investigar fenômenos relacionados à auto regulação no nível cognitivo, emocional, social e da saúde.

Nossas recomendações também têm o objetivo de orientar os pesquisadores através das complicadas interpretações que seguem a coleta dos dados, que são frequentemente obscurecidas por preocupações metodológicas.

Como resultado, procuramos cobrir as áreas relevantes da pesquisa da VFC na psicofisiologia, com foco no tônus vagal, dada sua relevância teórica, contribuindo para torna-la um dos pilares da pesquisa psicofisiológica no século XXI.

Já existe disponível no Brasil uma ferramenta complementar-integrativa, o cardioEmotion, inventada e desenvolvida por mim para avaliação da VFC.

Para saber mais sobre o cardioEmotion, baixe gratuitamente o e-book “Como Tornar Visível o Invisível” e/ou inscreva-se para fazer o curso do mesmo nome, que é ministrado diversas vezes por ano, em diferentes locais, por:

Prof. Dr. Marco Fabio Coghi

Pesquisador, responsável científico pelo desenvolvimento do cardioEmotion. Químico e Fisioterapeuta pós-graduado, professor convidado de diversos cursos de pós-graduação (UNICID, UNIFESP, CETCC entre outros); especialista em biofeedback cardiovascular. Palestrante nacional e internacional. Escreveu diversos e-books sobre o tema: coerência cardíaca e biofeedback. Autor de três patentes de invenção. Instrutor de Yoga pós-graduado; terapeuta Ayurveda com estágios realizados na Índia. Hipnoterapeuta. Diretor Científico da NPT – Neuropsicotronics, diretor da Clínica TAMA e da INTELECTUS Clínica e Escola.

Prof.ª Silvana P. Cracasso

Mestranda na UNIFESP em Técnicas Contemplativas. Aprimoramento em técnicas de Atenção Plena e Mindfulness para Saúde. Docente do curso de pós-graduação na UNINOVE. Pedagoga, especialista em Psicopedagogia, Dependência Química, Neuropsicologia do Desenvolvimento. Aprimoramento em Psicofarmacologia, Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) para Desafios Clínicos; Avaliação Neuropsicológica Interdisciplinar; Neuropsicologia Clínica Aplicada à Reabilitação. Educação Emocional e Neurofisiologia das Emoções. Palestrante e formadora de lideranças em Habilidades Socioemocionais. Diretora e coordenadora de atendimento terapêutico da Clínica TAMA e Diretora da INTELECTUS Clínica e Escola.