Este artigo de Quintana D. S. e col. foi publicado em Translational Psychiatry volume 6, página e803, em 10 de maio de 2016.

Resumo

O número de publicações investigando a VFC (variabilidade da frequência cardíaca, ou HRV em inglês) em psiquiatria e nas ciências do comportamento aumentou consideravelmente na última década. Além dos debates significativos cercando os métodos ideais para coletar e interpretar as medidas da VFC, está faltando nesta área uma padronização dos relatórios.

Recomendações comumente citadas foram designadas muito antes dos recentes pedidos para melhorar a comunicação das pesquisas e sua reprodutibilidade nas várias disciplinas.

Num esforço para padronizar os relatórios, os autores propõem as Diretrizes para Reportar Artigos em Psiquiatria e VFC (graficamente), uma lista de verificação com quatro domínios: seleção dos participantes, coleta do intervalo entre as sístoles cardíacas, preparação dos dados e cálculo da VFC.

Este artigo fornece uma visão geral destes quatro domínios e por que a padronização do seu relato é necessária para avaliar adequadamente a pesquisa da VFC em psiquiatria e nas disciplinas a ela relacionadas. A adesão a essas diretrizes de comunicação ajudará a acelerar a tradução da pesquisa da VFC em um potencial biomarcador psiquiátrico, melhorando a interpretação, a reprodutibilidade e futuras meta-análises.

Conclusão

A disciplina de “meta-pesquisa” é uma proposta relativamente recente para acelerar a tradução da pesquisa científica, melhorando os métodos de pesquisa, relatórios, reprodutibilidade e avaliação. A pesquisa da VFC em psiquiatria tende a subnotificar detalhes metodológicos importantes necessários para uma avaliação crítica.

Por esse motivo, criamos diretrizes que consideram detalhes importantes relacionados a essas pesquisas para otimizar os relatórios. Estes não são requisitos adicionais para análise, mas são critérios pelos quais as decisões são tomadas necessariamente em cada documento. As informações solicitadas já existem em todos os trabalhos, independentemente de representarem ou não uma decisão consciente do autor, ou de terem sido omitidas por motivo de brevidade no processo de publicação.

Os autores resumiram estas diretrizes numa lista de verificação de treze itens, e lista suplementar e esperam que a adesão a elas melhore a reprodutibilidade, aumente a capacidade de realizar meta-análises e melhore o processo de revisão por pares.

Ademais, essas diretrizes irão melhorar a clareza das pesquisas da VFC em psiquiatria. Considerar estas diretrizes nos estágios iniciais de planejamento dos projetos também ajudará no delineamento dos estudos. Os autores não fizeram uma tentativa de recomendar como os estudos sobre a VFC em psiquiatria devem ser conduzidos em virtude de mera impraticabilidade. A questão central ao avaliar a seção de métodos é determinar como o estudo atingiu suas conclusões; portanto, o propósito singular destas diretrizes é facilitar a clara comunicação dos achados das pesquisas para acelerar a tradução das pesquisas psiquiátricas.

Já existe disponível no Brasil uma ferramenta complementar-integrativa, o cardioEmotion, inventada e desenvolvida por mim e pela Priscila Coghi para avaliação da VFC.

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Prof. Dr. Marco Fabio Coghi

Pesquisador, responsável científico pelo desenvolvimento do cardioEmotion. Químico e Fisioterapeuta pós-graduado, professor convidado de diversos cursos de pós-graduação (UNICID, UNIFESP, CETCC entre outros); especialista em biofeedback cardiovascular. Palestrante nacional e internacional. Escreveu diversos e-books sobre o tema: coerência cardíaca e biofeedback. Autor de três patentes de invenção. Instrutor de Yoga pós-graduado; terapeuta Ayurveda com estágios realizados na Índia. Hipnoterapeuta. Diretor Científico da NPT – Neuropsicotronics, diretor da Clínica TAMA e da INTELECTUS Clínica e Escola.

Prof.ª Silvana P. Cracasso

Mestranda na UNIFESP em Técnicas Contemplativas. Aprimoramento em técnicas de Atenção Plena e Mindfulness para Saúde. Docente do curso de pós-graduação na UNINOVE. Pedagoga, especialista em Psicopedagogia, Dependência Química, Neuropsicologia do Desenvolvimento. Aprimoramento em Psicofarmacologia, Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) para Desafios Clínicos; Avaliação Neuropsicológica Interdisciplinar; Neuropsicologia Clínica Aplicada à Reabilitação. Educação Emocional e Neurofisiologia das Emoções. Palestrante e formadora de lideranças em Habilidades Socioemocionais. Diretora e coordenadora de atendimento terapêutico da Clínica TAMA e Diretora da INTELECTUS Clínica e Escola.